Por: Ana Barata Feio, Coordenadora do PCE ESCO
Friedrich Nietzsche (filósofo alemão do séc. XIX) dizia «A Arte existe para que a verdade não nos destrua.», Ferreira Gullar (poeta brasileiro, 1930-2026) poetizava «A Arte existe, porque a vida não basta!». Acrescentamos: A Arte existe porque a escola não basta.
A primeira Semana Cultural da ESCO foi concebida e organizada no quadro da missão educativa da escola, assumindo-a como um espaço privilegiado de acesso, fruição e produção cultural. Partimos do princípio de que a escola contemporânea deve promover experiências culturais significativas, integradas no currículo e na vida escolar, que contribuam para a formação integral dos alunos. O contacto regular com as Artes, nas suas múltiplas linguagens e expressões, constitui um instrumento fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo, para a valorização da diversidade e para a construção de uma cultura de equidade, respeito pelo outro e participação responsável. Assim, esta iniciativa inscreveu-se numa perspetiva pedagógica que entende a educação artística e cultural como um eixo estruturante da cidadania ativa e do envolvimento consciente na comunidade.
Tentámos que esta semana, centralizada na Arte e na Cultura, fosse um exercício de expressão das várias linguagens artísticas e que se desencadeasse a reflexão: «Pode a Arte mudar a escola?» – premissa de partida do nosso PCE. Neste sentido, mais do que qualquer outra coisa, valorizamos aqui o envolvimento de tantos elementos da comunidade escolar.
Quem construiu esta semana? A direção, os colegas dos serviços administrativos e de apoio, os professores, os Mediadores Culturais, os pais/famílias, os alunos, a equipa da Biblioteca e a do PCE.
Pode a Arte mudar a escola?